terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aquela sereia

O último veio do Hawai. Quando que imaginaria? Ainda mais depois daquela despedida. Do outro lado, tinha o desenho de uma sereia. Uma sereia que queria se parecer com ela. Os longos cabelos enrolados, eram sim, idênticos. A tez clara demais. Sempre foi muito exigente, bastava ver a quantidade de declarações que se emaranhavam nas costas, percorriam as bordas desenhando desculpas e saudades de quem ainda queria voltar. Voltar para os seus braços. Braços imaturos de quem não soube valorizar. A foto roubada no mural, o postal rasgado, juntos jaziam no lixo. Jaziam com o que viria a ser o seu último verão, que de tanto sofrer, dormiu eclipsado por saudade e um amor que se alguém conhece, sabe que não existe descrição.



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